| Aruba e eu... Saudades! (Baby Beach, foto de Ulysses Martins) |
Em setembro de
2011, lia o sensacional blog do Jairo Marques, jornalista da Folha, cadeirante,
quando deparei com um post sobre Aruba. Havia sido escrito por um leitor, também
cadeirante, chamado Fábio Valente. Ele dava dicas quentes sobre a ilha,
contando sobre a temporada que havia passado por lá. Naquele momento, me
apaixonei por Aruba e tive a certeza de que daria um jeito de ir também,
totalmente contagiada pela experiência do Fábio, que indicava ser este um
passeio bastante acessível para pessoas em cadeiras de rodas.
| Família Martins curte Palm Beach, no píer onde fica o bar Bugaloe. Estou na cadeira anfíbia do Radisson Hotel |
Nas semanas
seguintes, obcecada com isso, comentei com várias pessoas os atrativos de
Aruba, já querendo encontrar companhia para a viagem. O tempo passou e, em
janeiro, Ulysses me manda um e-mail curto e objetivo: “Estou tirando passaporte. Se estiver a fim de ir a Aruba, eu topo”.
Não precisaria falar duas vezes! Topei, convidei Lilia, que falou para João
Antônio, que também topou, e em janeiro mesmo nossas passagens já estavam
compradas e a reserva do hotel feita!
Ficamos oito dias, e voltamos com vontade de ficar mais uma semana. A simpatia do
povo, a segurança da ilha, a beleza irresistível das paisagens, a diversidade
de bons restaurantes, os indefectíveis coquetéis – tudo isso nos conquistou
para sempre. Ah, que vontade de voltar…
Em uma nova série de posts, contarei tudo pra vocês: viagem aérea,
aeroportos, hotel, gastronomia, mergulho, praias, cadeira anfíbia, compras,
beleza, beleza, beleza. E você vai comprovar por que Aruba pode constar em sua
lista de viagens possíveis para cadeirantes.
Vamos comigo?
| Frente do Radisson Hotel |
Hotel
Ficamos no hotel indicado pelo Fábio Valente, o Radisson, porque
oferecia cadeira de rodas para praia e guarda-sol acessível e reservado para
cadeirantes. Nunca tinha ouvido falar de algo assim, mas essa informação se
confirmou. Há um local junto das piscinas, para apanhar toalhas e reservar
guarda-sol; reservamos o nosso, assim como a cadeira, para os dias todos!
Fizemos a reserva do hotel pelo site da Decolar. Depois, entramos
em contato com essa consolidadora para solicitar o quarto para cadeirantes. Não houve
problemas; quando chegamos ao hotel, mesmo sendo duas horas antes do horário
definido para check-in, os quartos já estavam preparados.
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| Quarto confortável em foto desfocada de Laura Martins... Observe as camas altas. |
O quarto é amplo e bonito, e os que reservamos ficam na Torre Bonaire, no
primeiro piso, com varanda para o jardim. Portas de vidro duplo, para
isolamento acústico, com venezianas de madeira, para regular a luminosidade,
deixam tudo muito agradável e silencioso. Climatização perfeita, com
temperatura confortável, podendo ser regulada conforme o gosto. TV de LCD (que
não ligamos nenhum dia; para quê?), cafeteira com sachês de chá e café
colombiano como cortesia (uma delícia!). Internet de alta velocidade gratuita,
com cabo nos quartos e sem fio no lobby. Perfeito! Eu havia levado meu net-book
justamente para me comunicar com os amigos pelo Skype.
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| Banheira com ducha e barras de segurança |
O ponto negativo é que as camas são muito altas; você terá de escalá-las.
Não sei se há algum quarto com camas mais baixas. Mas os pontos positivos são
muitos: elas são largas, e o colchão é mega confortável (com engenhoca para regular
a densidade, acredita?). Há quatro confortáveis travesseiros à sua disposição e
muita coberta, caso queira deixar a temperatura como num frigorífico, o
que sempre acontece nos corredores do hotel. Lá fora, fazia 32°…
O guarda-roupa no quarto para cadeirantes tem cabides com altura acessível. Contém roupões, ferro e tábua
de passar e secador de cabelos.
O banheiro é amplo, com barras de segurança, ducha com regulagens de
altura, de ângulo, de temperatura e do jato de água. Há uma banheira, dentro da
qual dá pra colocar a excelente cadeira de banho, mas o espaço é pequeno, então
a cadeira não pode ser posicionada de frente para as torneiras. Nada é perfeito. A
pia tem coluna, o que dificulta a aproximação. O espelho sobre ela é baixo o
suficiente para permitir sua visão e comprido o suficiente para ser usado pelos
andantes.
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| A banheira é muito estreita para posicionar a cadeira de frente para as torneiras. (Fotos: Laura Martins) |
O hotel é pé na areia, e a faixa de areia é estreita. Dessa forma,
algumas rodadas e você já está no mar, calminho e morno.
Há elevadores, pois o hotel tem vários pisos.E há faixas cimentadas que
dão acesso a todas as áreas externas, incluindo restaurantes e bares do hotel,
piscinas e mar.
O conforto é total, e o atendimento impecável. Ah! Ainda tem lojinha
(com tudo o que você imaginar, incluindo biscoitos, refrigerantes, remédios
mais comuns e protetor solar) e cassino.
| Passarela de cimento leva até o guarda-sol para cadeirantes (Foto: Laura Martins) |
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| João Antônio me ajuda com a cadeira anfíbia. Depois, desatei o cinto de segurança e entrei no mar, para curtir mais... (Foto: Ulysses Martins) |
| Os fundos do hotel (Foto: Ulysses Martins) |
Saia do hotel, pela frente, atravesse a rua e terá acesso a uma
infinidade de restaurantes, feirinhas e lojas de todos os tipos, das pequeninas
que vendem suvenires até grandes joalherias e lojas de grife. Pelos fundos,
você tem acesso, por uma passarela cimentada, aos vários hotéis da região,
assim como a bares e lojas que vendem passeios e esportes aquáticos.
Sim, o paraíso é aqui. Até o próximo post!
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| Na avenida do hotel, uma passarela cimentada conduz a outros hotéis, cassinos, restaurantes e shoppings. Não há rebaixamentos de calçada. Será preciso usar as entradas para automóveis... |
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| As iguanas e assemelhados estão por todos os lados. Mas num instante a gente se acostuma... |
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| As placas dos automóveis trazem a inscrição "One happy island". Por que será??? (Foto do "nosso" carro, feita por mim) |
Para saber mais:


















